sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Seis artistas da Bahia que podem estourar a qualquer momento

 Já ouviu falar em 16 Beats, Áurea Semiséria, Kainná Tawá, Ofá, Swed Nunes e Wall Cardozo? Ou melhor, já escutou o som que estes novos artistas da música baiana produzem e que fazem suas correrias nas redes sociais e nos palcos alternativos da cidade. Eles estão dentro de um leque bem amplo, com referências que passam pelo rap, pagodão, funk, MPB e tantos outros estilos.Referências múltiplas que nos dão tranquilidade para dizer que pode faltar muita coisa na Bahia, mas que nunca sofreremos carência de artistas cantando letras que falam do empoderamento da mulher gorda, como na obra de Áurea Semiséria; as masculinidades negras escritas por Wall, a conexão com ancestralidade e natureza condensadas nos versos de Sued Nunes e muito mais. Há um infinito de linguagens, estilos, ritmos e alternativas por aqui. Vários desses artistas esperam apenas uma oportunidade de aparecer e colocar seu trabalho para brilhar.Aos 12 anos, o pequeno Anderson Santana teve o primeiro contato com música negra. Cria e criado no bairro de Pernambués, teve o incentivo dos primos que tocavam violão, guitarra, bateria e vários outros instrumentos. Decidiu que queria tocar percussão e bateria. Alguns anos mais tarde e percebeu que as batidas que aceleravam seu coração eram outras: os beats. E seu dom não era de tocar, senão de encaixar palavras e rimas. Assim, Anderson virou 16 Beats.

Tetracampeão baiano nas edições de batalhas do Circuito de Rima Improvisada, lançou sua primeira Mixtape em 2016, batizada de É Pra Lá Que Vai. Seu primeiro album, C.O.L.O.N.I.A, veio dois anos mais tarde denunciando racismo e genocídio da população preta na Bahia. Escute o som logo abaixo e acompanhe 16 Beats no Instagram @16beatsmc.

- Áurea Semiséria

Áurea Maria Lima, ou, Áurea “Semiséria” como é conhecida, tem 22 anos, mulher, preta, gorda e militante. Baiana, nascida e criada no bairro de Cajazeiras. A Carreta da XI, como se denomina, viu a música entrar em sua vida por conta da igreja. O rap veio bem jovem, no 7º ano do ensino fundamental. Fazia rimas, poesia e covers com amigos. As coisas começaram a ficar sérias em 2014: a rapper amazonense Mirapotira convidou Áurea para rimar durante um evento beneficente em Lauro de Freitas, se encantou e levou a menina para várias apresentações. O bichinho do rap tomou o coração de Áurea.

Em 2017 lançou seu primeiro clipe “Áurea Abolicionista” primeira faixa do seu EP “ROXOGG” que contém mais outras 4 faixas e conta com participações de Sico (N’Ativa), Indemar Nascimento, e Débora Evequer, produzido e mixado por Christian Dactes da gravadora NaCaladaRec. O nome #ROXOGG foi escolhido porque roxa é a cor predileta de Áurea Maria e o GG é a quebra de padrões, magnitude e atitude. A cor roxa está ligada ao mundo místico e significa espiritualidade, magia e mistério. Estimula o contacto com o lado espiritual, proporciona a purificação do corpo, da mente, a libertação de medos e outras inquietações. Para Áurea, é a cor da transformação e ela leva essas ideias por onde vai: em sua trajetória, tocou em cidades do interior baiano e teve experiências com shows em Recife, Aracaju e Rio de Janeiro. Abaixo, dá pra curtir o clipe da faixa Áurea Abolicionista. Ela também está no Instagram: @semiseria.Fonte\correio24horas.

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