terça-feira, 10 de setembro de 2019

Sesab lança capacitação para profissionais de 64 municípios para tratamento de pé diabético

Sesab lança capacitação para profissionais de 64 municípios para tratamento de pé diabéticoUm programa de treinamento para prevenção e tratamento do pé diabético foi lançado nesta segunda-feira (9) pelo secretário Estadual da Saúde Fa?bio Vilas-Boas. A expectativa da Sesab é de que até o final do ano sejam implantadas 200 centros em toda a Bahia, a maior parte distribuída em municípios com menos de 100 mil habitantes.

Para que o objetivo seja concretizado, a pasta, por meio da Escola de Saúde Pública (ESPBA) e do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), deu início a um programa de treinamento com profissionais da assistência de 64 cidades, visando qualificar este cuidado, prevenindo lesões e internações associadas ao pé diabético.

Na avaliação de Vilas-Boas, as amputações decorrentes de complicações do pé diabético constituem um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, levando em conta as elevadas taxas de internação hospitalar. "Além do impacto social na vida do usuário e da alta mortalidade associada, as amputações estão relacionadas a altos custos diretos e indiretos para o sistema de saúde”, disse.

“Dados do Sistema de Pactuação dos Indicadores (Sispacto) apontam que 25% das internações de pacientes na capital, por exemplo, poderiam ser prevenidas por serem condições sensíveis à Atenção Básica. Sem o adequado acompanhamento, o paciente diabético não realiza exames, não toma os medicamentos e acaba por ir a uma emergência de um hospital com o pé infectado que levará, possivelmente, à amputação de um dos membros”, afirma Vilas-Boas.

Ainda de acordo com o secretário, a estimativa é de que na Bahia, de 40% a 60% de todas as amputações não-traumáticas de membros inferiores são realizadas entre pacientes portadores de Diabetes Mellitus. Destas amputações, 85% são precedidas de feridas com úlceras. “O objetivo é reduzir o número de amputações decorrentes da falta de controle do diabetes, que entre 2010 e 2018, ocasionou mais de 6 mil amputações”, ressaltou o secretário de Saúde.

Durante o curso serão ministradas aulas teóricas e práticas ao longo de dois dias. Serão seis módulos: I Aprendendo a reconhecer e intervir no pé diabético; II Manejo de calosidades; III O auto cuidado dos pés da pessoa com diabetes; IV Contextualizando as lesões ulcerativas em pé diabético; V A importância do movimento para o pé diabético; VI Vinculando redes no cuidado ao pé. Durante as aulas, os alunos farão a discussão de casos clínicos, aprenderão a utilizar um doppler portátil, bem como identificarão tipos diferentes de lesões, dentre outros temas.Fonte/BahiaNoticia.

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