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quarta-feira, 3 de abril de 2019

‘Eu me arrependo’, diz avó que jogou neto pela janela em Cosme de Farias

‘Me arrependo’, diz avó que jogou neto pela janela em Cosme de FariasCriança de dois meses foi lançada de uma altura de 6 metros e está no HGE
A dona de casa Eli Machado de Souza, 53 anos, estava nervosa quando entrou na delegacia, na tarde desta quarta-feira (3), para explicar por que jogou o neto de dois meses do primeiro andar da casa em que mora, em Cosme de Farias, em Salvador. A tentativa de homicídio aconteceu por volta das 11h desta quarta.
Segundo as testemunhas ouvidas pela polícia, Eli tem problemas psíquicos e já teve outros surtos nos últimos anos. A mulher contou que estava na igreja pela manhã e que quando voltou para casa, por volta das 11h, encontrou a filha Jéssica de Souza Torjal e o namorado dela na sala.
“Eles estavam juntos, e eu fiquei horrorizada com aquela pouca vergonha. Eu já disse a ela que não quero ele lá em casa. Ele tem envolvimento com o mundo errado, tem outros filhos com ela e não ajuda em nada, enquanto eu peço ajuda na igreja para poder comer. Eles vieram me bater, eu peguei a criança e fiz isso”, contou.
Eli foi presa em flagrante (Foto: Evandro Veiga/ CORREIO)
A versão é diferente da que a mãe do bebê contou para os vizinhos. Segundo uma das moradoras que ajudou a socorrer o bebê, Jéssica disse que Eli reclamou quando viu o namorado dela em casa, mas que não houve agressão. A avó pegou o bebê, que estava deitado no sofá, sem que a mãe da criança visse e o lançou pela janela da cozinha.
A vizinha que prestou o socorro pediu para não ser identificada, mas contou que estava em casa quando ouviu os gritos de Jéssica. “A rua ficou cheia de gente, mas ninguém sabia o que fazer. Eles queriam esperar o Samu, mas o bebê já estava roxo, estava morrendo. Peguei a criança e entreguei para uma vizinha que já tinha conseguido um carro para dar socorro”, disse.   
O bebê foi levado para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde segue internado, mas o estado de saúde dele não foi divulgado. Jéssica está acompanhando o filho e, por isso, será ouvida nos próximos dias. "A gente fica triste porque ela adora os filhos e cuida bem das crianças. Eu ajudei quando ela teve as dores do parto e agora acontece isso", lamentou. 
Logo após o crime, os moradores chamaram a polícia e Eli foi presa em flagrante pelos policiais da 58ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Cosme de Farias). Ela foi lavada para a Delegacia Especializada de Repressão a Crime Contra Criança e Adolescente (Dercca), em Brotas, onde ficará presa até a audiência de custódia.
Caso está sendo investigado pela Dercca (Foto: Evandro Veiga/ CORREIO)
Surtos
A delegada plantonista da Dercca, Simone Malaquias, ouviu as testemunhas do crime, os policiais que atenderam a ocorrência, e a avó da criança. Os vizinhos contaram que Eli já teve outros surtos, e que esses rompantes se intensificaram depois que ela perdeu o marido, no ano passado.
“As testemunhas disseram que já houve situações dela andar sem roupa na rua e falando impropérios. Disseram também que ela já cortou a mão da filha em dos momentos de surto, por isso, solicitei, além dos exames de corpo delito, exames psíquicos para avaliar a sanidade mental dela”, contou a delegada.
Eli vai responder por tentativa de homicídio e caberá a um juiz decidi se a prisão em flagrante poderá ser convertida em prisão preventiva, ou seja, prisão por tempo indeterminado. A audiência de custódia deve acontecer nos próximos dias.
Delegada Simone Malaquias pediu exames para avaliar a sanidade mental da presa (Foto: Evandro Veiga/ CORREIO)
O CORREIO conversou com Eli na delegacia, que disse estar arrependida do crime. Ela contou que o único remédio regular que toma é o de hipertensão, e que também não faz nenhum tipo de tratamento. “Eu me arrependo do que fiz, mas ela (Jéssica) está errada em levar aquele homem pra lá, e ainda tentar me bater dentro da minha casa”, contou.
O imóvel de dois pavimentos onde a família mora fica na Avenida Praxedes, na comunidade do Alto do Formoso, com fundos para uma ribanceira na Rua Paquetá, onde o bebê foi lançado. Ele tem outros dois irmãos, de 4 e 2 anos, e mora na casa com a avó, a mãe, e uma tia. O nome do pai da criança não foi informado no boletim do posto policial do hospital nem na delegacia. Fonte/Correio24hoas

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