sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Cremeb registra 204 novos médicos em dois dias

Tentativa é garantir que recém-formados possam concorrer ao edital do programa Mais Médicos
Em dois dias, o Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb) registrou 204 novos médicos no estado. O balanço corresponde aos 95 registros feitos na quarta-feira (21) e mais 109 contabilizados nessa quinta (22) pela entidade. O volume de CRMs gerados decorre da força-tarefa montada pelo Conselho para garantir que médicos recém-formados possam concorrer ao edital do programa federal Mais Médicos. As inscrições do edital foram prorrogadas até 7 de dezembro.
O Cremeb deslocou pelo menos 15 novos funcionários de outros setores para o atendimento aos novos médicos, além dos sete que já trabalham diretamente com esse serviço. De acordo com o conselheiro da entidade e conselheiro da entidade federal (o CFM), Otávio Marambaia, há um andar inteiro do prédio do conselho destinado a abrigar a força-tarefa para os novos CRMs (como são chamados os números de inscrição no conselho).
Funcionários trabalham na emissão dos CRMs (Foto: Divulgação/ Cremeb)
Além da Bahiana, da FTC e da Unifacs, o Centro Universitário do Espírito Santo também solicitou a inscrição de 20 estudantes da instituição no conselho daqui. Para atuar em um determinado estado, é preciso que os profissionais tenham cadastro na entidade da respectiva unidade da federação.
Marambaia explica que foram procurados por muitos estudantes e instituições, com o objetivo de agilizar a inscrição dos profissionais.
“Essa demanda, inclusive, prova que a narrativa de que os médicos brasileiros são elitistas e não querem ir para o interior é mentirosa. Isso não é verdade”, defendeu Marambaia.
Quando o médico se inscreve no Cremeb, já recebe seu número definitivo em um documento provisório. A carteirinha definitiva, porém, demora entre 30 e 45 dias para chegar, por ser emitida pela Casa da Moeda e conter um chip de identificação. No entanto, somente com o número já é possível se inscrever no programa.
O conselheiro também acredita que não haverá evasão por conta dos programas de residência: “Esse foi outro engodo criado, de que todos os médicos teriam acesso à residência, mas a quantidade de vagas não chega a 50% da quantidade de formado. Na verdade, você tem cada vez mais profissionais disponíveis para esse tipo de programa”.Fonte/correio24horas.com.br

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