sábado, 14 de outubro de 2017

Grupo de taxistas cria aplicativo para encarar concorrência

O grupo disponibilizou o aplicativo que pode ser instalado gratuitamente no sistema Android - Foto: ReproduçãoUm grupo de taxistas entendeu que a melhor forma de encarar a forte concorrência no ramo de serviços de transportes particulares é oferecer o que os clientes mais precisam com segurança, qualidade e bom preço.
Foi assim que surgiu o aplicativo Táxi do Vale. A ideia inicial foi criar um grupo no WhatsApp reunindo clientes e taxistas – ali mesmo, eram feitas as solicitações. Tudo isso porque muitos motoristas se recusavam a entrar em algumas comunidades, como o Vale das Pedrinhas.
“(Pensamos no aplicativo) quando começamos a ouvir relatos de clientes chateados porque os taxistas que não rodam nas proximidades não queriam entrar em nossa comunidade, fazendo pré-julgamentos. Sabemos que a violência está em todo lugar", afirma o idealizador Ueverton de Souza.
Já com dois grupos do ‘Zap-zap’ lotados, não havia mais espaço para a quantidade de clientes. Além disso, era preciso mais privacidade na hora de chamar um táxi, já que no grupo todos viam as solicitações.
O serviço tem credibilidade entre os usuários, que se sentem mais confiantes ao circular com motoristas conhecidos. “As pessoas ficavam despreocupadas em poder sair tanto à noite quanto de dia com a segurança de que iriam voltar tranquilamente”, conta Ueverton. Com o aplicativo, se expandiram as possibilidades dos passageiros, que podem fazer estimativas dos valores de cada viagem, além de verificar se o taxista está próximo.
De pai para filho
Ueverton tem 23 anos e mora em Santa Cruz. Ele já fez trabalhos temporários como garçom e vendedor, mas, com a influência do pai taxista, aderiu à profissão. “Começou aquela coisa de ‘você quer ter o seu dinheirinho? Rode um turno e vá para a faculdade no outro’. Comecei rodando meio turno. Dois anos depois, ele se aposentou e eu assumi em tempo integral”, explica Ueverton, que até tentou outras áreas, mas como o lucro era inferior, voltou à praça, onde atua há cinco anos.
Ele aproveita para deixar dicas para os colegas de profissão. “É preciso ser uma pessoa bem humorada, sabendo os limites do diálogo com o passageiro. Às vezes, ele não quer conversar e alguns motoristas forçam a barra, querendo conversar o tempo todo. Os clientes precisam ser tratados como prioridade, porque sem eles não somos nada. É como o ditado popular: devem ser tratados a ‘pão-de-ló’”.
Qualidade e preço
Para a usuária do aplicativo, Eulália Araújo, 39, de Amaralina, a maior vantagem é a confiabilidade do serviço. “O atendimento é rápido, os motoristas são atenciosos e compreendem as minhas necessidades. E tudo isso com qualidade e preços acessíveis”, afirmou a comerciante, que usa o serviço para trafegar entre as suas lojas na Av. Sete e Nordeste.
O taxista Alex Santos, 34, de Santa Cruz, está no ramo há sete anos e conta que o grupo faz reuniões para aperfeiçoar o atendimento: “Motorista ranzinza não existe na equipe, só ficam os melhores”. “O nosso intuito é de priorizar as comunidades periféricas, mas atendemos todos os bairro”, frisa Ueverton.Fonte/jornalatarde.

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