sexta-feira, 20 de maio de 2016

Prévia da inflação oficial tem a maior taxa para maio desde 1996

Farmácia Solidária de Farroupilha recebe medicamentos que foram descartados  (Foto: Reprodução / RBS TV)O Índice de Preços ao Consumidor - Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, passou de 0,51% em abril para de 0,86% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (20).
IPCA-15 para meses de maio
Índice mensal, em %
1,320,50,410,510,090,490,420,850,540,830,270,260,560,590,630,70,510,460,580,60,86Ano de 1996Ano de 1997Ano de 1998Ano de 1999Ano de 2000Ano de 2001Ano de 2002Ano de 2003Ano de 2004Ano de 2005Ano de 2006Ano de 2007Ano de 2008Ano de 2009Ano de 2010Ano de 2011Ano de 2012Ano de 2013Ano de 2014Ano de 2015Ano de 201600,511,5
Fonte: IBGE
A taxa é a maior para o mês de maio desde 1996, quando o IPCA-15 registrou alta de 1,32%, conforme aponta o IBGE, em nota.
No ano, o indicador acumula avanço de 4,21% - abaixo dos 5,23% registrados em abril, e, em 12 meses, de 9,62%, acima dos 9,34% no período anterior.
O que mais puxou a prévia da inflação neste mês foram os alimentos - principalmente farinha, feijão e leite - que ficaram 1,03% mais caros, e os remédios, que tiveram reajuste de 6,5%.
Com isso, os grupos de alimentação e bebidas e de saúde - que incluem esses itens e são usados para o cálculo do IPCA-15 - registraram as taxas de variação mais altas em maio. No primeiro, o índice passou de de 1,35% para 1,3% e no segundo, de 1,32% para 2,54%.
O grupo de preços relativos à habitação também mostrou forte alta de abril para maio (de -0,41% para 0,99%). Isso porque a taxa de água e esgoto subiu 9,03%, pressionada pelo aumento de 35,93% na região metropolitana de São Paulo.
Na análise por regiões, o maior avanço do IPCA-15 partiu de Fortaleza (1,19%), sob pressão da taxa de água e esgoto (8,42%). Por outro lado, registraram os menores índices Brasília (0,55%) e Goiânia (0,58%).
Veja os itens que exerceram as principais influências:
Cigarro (3,70%)
Telefonia celular (3,40%)
Automóvel usado (2,38%)
TV, som e informática (2,38%)
Roupas de cama, mesa e banho (2,08%)
Leitura (1,85%)
Automóvel novo (1,11%)
Artigos de limpeza (1,10%)
Plano de saúde (1,06%)
Roupa feminina (1,05%)
Artigos de higiene pessoal (0,92%)
Mão de obra para pequenos reparos (0,87%)
Empregado doméstico (0,87%)
Condomínio (0,81%)
Serviços médicos e dentários (0,79%)
Roupa masculina (0,71%).Fonte/G1.com

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