quarta-feira, 15 de abril de 2015

Organizadores dos protestos de rua entregam carta ao Congresso

Integrante do movimento Vem pra Rua lê carta de reivindicação na rampa de um dos anexos do Congresso Nacional (Foto: Nathalia Passarinho/G1)Integrantes de seis movimentos que organizaram os protestos do último domingo (12) contra o governo da presidente Dilma Rousseff protocolaram nesta quarta-feira (15) na Câmara e no Senado carta aberta com reivindicações que vão de abertura de impeachment da chefe do Executivo ao fim da reeleição.

 A leitura do documento foi feita por representantes de seis grupos, entre os quais os movimentos Vem pra Rua e Diferença Brasil.

Parlamentares do DEM, PPS, PMDB e PSDB acompanharam a leitura. A assessoria do senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente nacional do PSDB, informou que ele se reunirá com representantes dos movimentos às 14h30, no Senado.
“O Brasil não suporta mais o amadorismo, o clientelismo da máquina pública. No campo da moralidade, a ética desapareceu. O PT teve 13 anos para mudar o Brasil. O povo brasileiro, desrespeitado e inconformado quer dar um basta a esse estilo ilegal e antiético de governar”, diz um trecho da carta apresentada aos parlamentares.Entre os pedidos dos movimentos está a aprovação de penas mais severas para o crime de corrupção, abertura de investigação contra Dilma no Supremo Tribunal Federal (STF), apreciação com ‘transparência’ dos pedidos de impeachment contra a presidente e o afastamento do ministro Dias Toffoli, do STF.
Presente à leitura da carta, o líder do DEM, Mendonça Filho (PE), disse que ainda é preciso analisar se existem “razões jurídicas” para um impeachment da presidente da República. Ele ressaltou, porém, que é preciso estar “aberto” aos pedidos dos movimentos.
“É uma iniciativa importante e o Congresso Nacional tem que esta aberto a ouvir as reivindicações. Quanto ao impeachment, existem dois aspectos a considerar. O apelo popular e a parte jurídica. É preciso verificar se existem razões jurídicas para isso”, afirmou.
O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) disse considerar que o movimento contrário ao governo Dilma está “ganhando força”. “O impeachment está chegando, sim. No domingo, houve menos gente nas ruas, mas houve mais foco”, declarou.
Veja a íntegra das reivindicações apresentadas pelos movimentos:
Enfrentamento real da corrupção da corrupção, através do fim da impunidade- Aprovar as 10 medidas de combate à corrupção apresentadas pelo Ministério Público Federal. Submeter acordos de leniência de empresas envolvidas na Lava Jato ao Ministério Público Federal. 
Aumentar a pena dos crimes de corrupção. Indicar servidores públicos de carreira para Tribunal Superior Eleitora, o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça, com prazo de mandato estabelecido. Implementar eleições diretas para escolha dos procuradores gerais. 
Afastar o ministro José Dias Toffoli do STF e do TSE por não atender ao critério de imparcialidadePedir ao STF e à PGR abertura de investigação por crime comum de Dilma Rousseff e apreciar com transparência pedidos de impeachment apresentados ao CongressoChoque de ordem na gestão pública: Abertura dos empréstimos concedidos pelo BNDES e impedir empréstimos do banco ao exterior; Exigir revalida de todos os médicos estrangeiros atuando no Brasil. 
Reduzir e otimizar impostos.
Educação: Fim da doutrinação ideológica e partidárias nas escolas do país.
Ajustes no processo político-eleitoral: Eleições com registro impressos dos votos, auditáveis por partidos e empresas. Fim do financiamento público de campanha. Mandato único, pondo fim à reeleição.

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