segunda-feira, 16 de março de 2015

Joseildo Ramos

Em um movimento composto por vozes dissonantes - que ora versavam sobre indignação política, ora apenas sobre a demonização de um partido -, uma parte dos brasileiros foi às ruas no último domingo. Bradaram contra o resultado de um processo democrático, clamaram pelo retrocesso, ignoraram a soberania nacional e fulanizaram a política.
Ao retirarmos as camadas superficiais da raiva, da argumentação rasa e do profundo desconhecimento da história do nosso país, no entanto, resta-nos uma raiz apartidária muito clara e uníssona: foi um basta à corrupção.
Neste sentido, é completamente equivocado pensar que somos o inimigo. Não estamos de lados opostos. O PT, inclusive, é o partido que encabeça a luta pela reforma política, um instrumento que deverá contribuir de forma significativa para a erradicação da contaminação, corrupção e despolitização das campanhas eleitorais.
É preciso parar com a privatização do nosso exaurido sistema eleitoral, com o financiamento das campanhas pelas grandes corporações de interesses igualmente grandes.
A corrupção faz parte de um triste e longo processo histórico, mas o poder para mudar este cenário está nas mãos do povo através do exercício da plena democracia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário