quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Mostra reúne objetos e utensílios guardados na memória dos inhambupenses

      Exposição Memória e Identidade é o nome da mostra aberta nessa terça-feira (dia 4) e que ficará exposta até sexta-feira (dia 7) no Centro de Cultura de Inhambupe, das 8h às 12h e das 14h às 16h. A exposição reúne 50 peças pertencentes aos idosos do serviço de convivência do CRAS, órgão vinculado à Secretaria de Assistência Social, que possuem uma carga histórica e cultural valiosa não só para os proprietários como também para a coletividade.

Trata-se de peças antigas variadas, de valor histórico, cultural, simbólico, pessoal e familiar, a exemplo de utensílios domésticos, ferramentas de costura, itens de moda, instrumentos de atividade rural, rádio e câmera fotográfica, confeccionadas em metal, madeira, cerâmica, plástico, vidro, tecido e papel, que valorizam a memória e a identidade das pessoas idosas do município.

    Ao abrir o evento, a secretária Divonete Santana ressaltou a simbologia embutida em cada uma das peças expostas as quais, segundo ela, “valorizam o resgate de uma identidade sócio-cultural que remetem à trajetória de vida de todas as famílias aqui representadas”. Para a secretária, a mostra não significava apenas uma simples exposição de peças, mas retrata sobretudo “uma exposição de lembranças, recordações, memórias e sentimentos”.

   Divonete mencionou o rodete, utensílio usado na fabricação de farinha de mandioca, que remetia a memórias guardadas de sua infância, e citou o caçuá – um cesto de cipó que era colocado na cangalha nas costas do burro, cavalo ou jumento no transporte de alimentos – “que levava e trazia feijão para a feira e remete a sentimentos passados”, recordou.

 Ao discursar, o prefeito Benoni Leys disse que a maioria daqueles elementos expostos não guardavam valor financeiro mas sentimentais para a sociedade de Inhambupe. “Nossa história é ocupada de objetos que fazem parte de nossa vida. A importância dessa exposição é lembrar que todos nós temos uma história que não apenas pode ser escrita, mas também vista”, sintetizou.










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