domingo, 26 de outubro de 2014

Após votar, Lula diz que só conhece Youssef pelas páginas policiais

     O ex-presidente Luiz Inácio da Silva disse, ao deixar a escola em que votou neste domingo (26), em São Bernardo do Campo (SP), que está "tranquilo" em relação às acusações do doleiro Alberto Youssef. Ele teria dito que Lula sabia de esquema de corrupção da Petrobras, segundo a revista Veja publicou na edição desta semana. "Estou tranquilo. Acho que esse Youssef deve ter contado uma mentira. Eu não sei o que prometeram a ele, porque o cara que está com delação premiada, ele recebe promessa", disse. Lula afirmou ainda que seu nome pode ter mesmo sido citado, mas afirmou que acredita em algum interesse eleitoral. "É bem possível que ele tenha falado, ele está fazendo delação premiada. Está recebendo prêmio de tempo de cadeia para ferrar alguém", disse. "Eu sinceramente não sei o que prometeram a ele, possivelmente para fazer campanha eleitoral", completou. O ex-presidente disse que está com consciência tranquila e que não conhece Youssef. "Lamentavelmente, só conheci esse cidadão pelas páginas policiais", afirmou. "Mas acho que a gente não tem que ficar nervoso, nada como um dia após o outro", disse Lula. Depois dessa fala, Lula brincou com o repórter do programa humorístico Pânico, da Band, e pegou seus óculos, dizendo que era uma demonstração de que não estava em pânico. Neste sábado, Lula já havia desqualificado a reportagem da revista Veja, ao dizer que a revista teve uma "atitude de má fé, leviana, mesquinha" para tentar influenciar as eleições. Questionado sobre o fato de outros veículos, como O Estado de S. Paulo e a Folha de S. Paulo, terem veiculado matérias sobre o tema, Lula disse que os jornais "não confirmaram, eles reproduziram a Veja". O ex-presidente disse ainda que está estudando se vai ou não processar a revista. "Vamos pensar. Não tenho que tomar decisão agora. A Veja levou quantos meses pensando nessa matéria? Por que eu tenho que pensar agora?", disse. Lula havia dito, neste sábado, que após as eleições deveria acionar a Justiça. "Da minha parte, a partir do processo eleitoral, vai ter que explicar na Justiça. Não tem mais limite", disse, no último ato de campanha.

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